Dólar fará pão e massas ficarem mais caros

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Os amantes de massas em geral vão sentir um aperto no bolso na hora da compra. Os preços do macarrão, do pãozinho doce e do bolo da padaria vão sofrer aumento por conta alta do dólar que fechou em R$3,52 ontem, uma das maiores cotações desde 2016. É possível que o valores dos produtos derivados do trigo subam 10% ainda este mês.

Segundo a presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Rio, Fernanda Hipólito, produtos com massa amarela, aquelas com outros insumos como leite e ovo, vão aumentar de valor de qualquer forma. Entretanto, a organização vai fazer de tudo para que o pão francês não fique mais caro para o consumidor.

"A maior determinação do sindicato, hoje, é segurar o preço do carro chefe que é o pão francês e não repassar o aumento do custo", disse ela.

Já o presidente do Sindicato do Trigo do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (SindiTrigo), dono do Moinho Cruzeiro do Sul, Geraldo Gonçalves, afirmou que o aumento previsto é de 10% a 15% no produto final.

"A gente compra o trigo argentino em dólar. Com ele alto, o trigo vai aumentar cerca de 40% para nós", declarou. "O sindicato pode até tentar segurar, mas eu acho difícil eles conseguirem não repassar o preço", completou.

DERIVADOS DO TRIGO

Angelo Lima Toffolo, 54 anos, gerente da padaria Bakery Café, na Lapa, Centro do Rio, acredita que o preço dos derivados do trigo vai subir. "Por enquanto a gente ainda não notou uma alta, mas com o dólar subindo, certamente nossos produtos vão ficar mais caros", disse.

Há um consumo de cerca de dez milhões de toneladas de trigo na produção de massas de pães, bolos, macarrão e biscoitos industrializados no país, conforme o presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), Cláudio Zanzão.

"Metade do trigo que a gente utiliza é importado. Biscoitos levam 40% de farinha de trigo na produção, macarrão e pães de forma, 60% a 70%. Sem dúvida o preço pode aumentar na hora do produto final, no mercado", afirmou.

Zanzão também disse que o varejo vai negociar com a indústria para não repassar o aumento. "Estão falando de uma possibilidade de 8% a 10% de aumento no valor do produto final", concluiu.

Fonte: O Dia

 

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