Exportação já garante bom preço na colheita

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De acordo com a Consultoria Trigo & Farinhas, os preços líquidos de exportações (posto interior) para os meses de setembro e dezembro deste ano (épocas de colheita) já garantem um nível de remuneração do trigo bem próximo ao seu custo de produção. "O que é uma ótima notícia para os agricultores brasileiros", aponta o analista Luiz Fernando Pacheco.

Segundo ele, os moinhos e cerealistas podem abrir preço para os agricultores sem medo, porque podem se cobrir no mercado futuro: "Se Chicago subir mais, ganharão na Bolsa e poderão até repassar parte dos ganhos aos agricultores, para garantir as entregas e fidelizar os agricultores, que ficarão seus amigos desde criancinhas".

Além disso, os agricultores podem fechar contratos com os moinhos, porque plantarão já sabendo o preço efetivo, que cobre os custos e que receberão quando colherem. "O importante é aumentarmos o plantio e ter lucro. No Paraná, o fluxo de escoamento tem excelentes perspectivas de vends aos demais estados, inclusive para o Nordeste, quantidades maiores do que o ano passado, se forem incorporados os 263 mil hectares não plantados com milho safrinha", explica. 

"No RS, porque, como vimos, os preços de exportação estão cobrindo os custos de produção e o excedente poderá ser exportado, tanto para outros estados, como para o exterior. No Centro-Oeste, principalmente Minas Gerais, DF e Bahia, porque as perspectivas de preço são muito boas e os lucros tendem a ser excelentes. Neste ano parece que estarão afastadas as duas grandes preocupações para o plantio de trigo no Brasil: clima e preço. Ambos tem excelentes perspectivas: o clima deverá ser frio nos meses de plantio e desenvolvimento inicial e seco na colheita, evitando as doenças como giberela e brusone; e os preços já estão sendo fixados para a colheita em níveis que cobrem os custos de produção. Não é ótimo?", conclui Pacheco.

Fonte: Agrolink

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