VBP registra novo avanço em maio, aponta boletim

Indique a um amigo

O VBP (Valor Bruto da Produção) Agropecuária apresenta a evolução do faturamento do setor decorrente de alterações nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores. Segundo o boletim VBP da Agropecuária, publicação mensal, elaborada pelo Núcleo Econômico da Superintendência Técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, analisou 23 produtos agrícolas e cinco produtos pecuários.

Para as estimativas das safras de grãos, o boletim VBP de maio considerou o acompanhamento da safra brasileira realizado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgado em maio de 2018. A estimativa de produção de café foi divulgada pela Conab em janeiro de 2018 e a de cana-de-açúcar, em dezembro/2017. A previsão de produção dos demais produtos agrícolas considerada nesse boletim é a divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no seu Levantamento Sistemático da Produção Agropecuária, em maio de 2018.

Para a produção pecuária, que não possui estimativa mensal publicada por essas instituições, as estimativas da produção têm como fonte a Abpa (Associação Brasileira de Proteína Animal), o Usda (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e a CNA. Os preços mensais são coletados nas seguintes instituições: Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), Portal Agrolink, Companhia Nacional de Abastecimento e JOX Consultoria.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2018 mensurado a preços reais de abril de 2018 deverá atingir R$ 556,92 bilhões, aumento de 1,57% em relação ao faturamento de 2017, de R$ 548,33 bilhões.

O VBP estimado para as 23 principais culturas agrícolas em 2018, a preços reais de abril de 2018, deve alcançar R$ 365,42 bilhões, aumento de 4,02% em relação ao ano passado (R$ 351,3 bilhões). Para a pecuária, o faturamento estimado para 2018 é de R$ 191,5 bilhões, valor 2,8% inferior ao estimado para 2017 (R$ 197,03 bilhões).

A produção brasileira de grãos está estimada em 232,6 milhões de toneladas para a safra 2017/2018, redução de 2,1% em relação à safra anterior (237,67 milhões de toneladas). Essa produção está prevista numa área de 61,55 milhões de hectares, ou seja, crescimento de 1,1% se comparada à safra 2016/2017. Segundo o relatório da Conab, o avanço da colheita da soja e do milho primeira safra confirma boas produtividades das culturas e, apesar da redução de produção em relação à 2016/2017, o Brasil deve colher a segunda maior safra da história.

A produção de algodão, soja e trigo devem apresentar incremento em relação à safra passada, respectivamente, de 27%, 2,6% e 14,3%. Para arroz e milho, a estimativa da Conab é de queda de 6,5% e 8,8%, respectivamente, em relação à safra 2016/2017.

Os preços de algodão, milho e soja mais elevados na média de janeiro a abril de 2018 em comparação à média de 2017 colaboraram para a recuperação do VBP agrícola em 2018, uma vez que esses produtos respondem por 37,6% do VBP da agropecuária.

Para cana-de-açúcar, a Conab estima produção de 635,6 milhões de toneladas, 3,28% a menos que na safra 2016/2017. Para café, a estimativa é de crescimento de até 30,1% na produção dessa safra (aproximadamente 58,5 milhões de sacas de café beneficiado). Os preços de cana e café nos quatro primeiros meses de 2018, no entanto, encontram-se abaixo da média de preços de 2017, 8,2% para café arábica, 24,3% para café robusta e 3,3% para cana-de-açúcar.

Embora a produção de cana deva cair 3,3% em relação à safra anterior, passando de 657,18 milhões de toneladas para 635,6 milhões de toneladas, a produtividade estimada para a safra 2017/2018 é de 72,73 mil kg/hectare, 0,2% superior à safra 2016/2017, decorrente da recuperação das lavouras na Região Norte-Nordeste (8,1%). Segundo o relatório da Conab, apesar da expectativa de melhoria nas condições climáticas para essa safra, a redução de área observada nos principais estados produtores da Região Centro-Sul será responsável pela expectativa de menor produção.

Os produtos agrícolas que devem apresentar variação positiva do seu valor bruto de produção em 2018 em relação a 2017 são: caroço de algodão (9,9%), algodão em pluma (34,9%), banana (5,2%), cacau (24,7%), café arábica (19,4%), cebola (82,9%), maçã (22,5%), mamona (98,6%), mandioca (6,3%), milho (8,4%), soja (9,4%), tomate (24,7%) e trigo (26,1%).

Para os produtos da pecuária, a estimativa é de incremento do faturamento do setor de carne bovina (4,6%). O faturamento de frango, leite, ovos e suínos devem cair, respectivamente, 6,9%, 7,9%, 12,3% e 14,7. O segmento de carne bovina, que participa com 49,1% do faturamento do segmento pecuário e 16,9% do faturamento da agropecuária, apresentou recuperação de preço de 2,5% nos quatro primeiros meses de 2018 em comparação com a média de preços de 2017. Já os demais produtos pecuários enfrentam redução significativa dos preços, em torno de 15%.

Fonte: Agrolink

Indique a um amigo