Oferta de produtos começa a voltar ao normal, mas preços ainda estão altos

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Muitos consumidores aproveitaram o primeiro fim de semana depois do fim da greve dos caminhoneiros para ire às compras. A oferta de produtos nas feiras e nos mercados está voltando ao normal, mas alguns preços continuam altos.

Verduras, legumes, frutas. Aos poucos as barracas das feiras vão ficando mais cheias. Os caminhões voltaram a descarregar na zona cerealista, que reúne atacadistas, no Centro. A paralisação desabasteceu muito feirante. Mas, agora, as mercadorias voltam a chegar.

Chegou, mas com preços reajustados. Antes da greve, a dúzia da laranja custava R$ 3. Agora está R$ 5. Os consumidores reclamam: "O tomate está caro ainda. Tomate não dá para levar não".

Mas, aos poucos, o preço para o consumidor está diminuído. Na sexta-feira (1º), o Jornal Nacional visitou algumas feiras em São Paulo e o quilo do tomate chegava a R$ 9.

Neste sábado (2), a equipe já achou o tomate sendo vendido em mais barracas nas feiras. Com mais oferta, o preço também diminui. Encontramos o quilo do tomate sendo vendido a R$ 6, R$ 5 - bem mais barato do que no dia anterior. "Está entrando a mercadoria e a gente, conforme está caindo o preço, a gente está abaixando", diz a feirante Fabiana Aparecida Cardoso.

No maior entreposto de alimentos do país, o funcionamento será de 24 horas até o próximo sábado (9) para normalizar os estoques

Em São Luís, os preços ainda não cederam. O quilo do tomate está R$ 7, quando há duas semanas era R$ 2,50. "Não vou pagar. Eu arrumo outro jeito, mas não compro nesse preço", afirma o aposentado Luís Francisco da Silveira.

Já em Porto Alegre, as feiras voltaram a ser abastecidas. Em Belém, os produtos estão chegando aos poucos no Mercado Ver-o-Peso e nos supermercados. "Daqui para quarta-feira (6), no máximo, já deve estar tudo normalizado", afirma Jorge Luiz Portugal, presidente da Associação Paraense de Supermercados.

Mas ainda leva um tempo para voltar a como era antes da greve. "Ovos ainda temos muito poucos. Pães e frango. Frango é uma tendência a gente demorar um pouco mais para se restabelecer", conta Edgar Pimenta, gerente. O leite e farinha de trigo começam a voltar às prateleiras, mas tem que procurar.

Até terça-feira (29), a prateleira de pães deste atacarejo estava completamente vazia. A situação começou a se normalizar há três dias, mas ainda assim dá para ver pelas prateleiras que falta chegar muita mercadoria.

"Nós temos uma média de caminhões por dia que recebemos de fornecedores de 70 caminhões. Hoje estamos recebendo uma média de 15. Então, ainda tem muito a melhorar. A gente está voltando aos poucos a ser reabastecidos pelos fornecedores", diz Edgar Pimenta.

Fonte: Jornal Nacional 

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