CNA propõe consenso com caminhoneiros, mas não descarta ação judicial

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Pega de surpresa com a decisão do Ministério dos Transportes anunciada ontem à noite de editar uma terceira tabela de fretes rodoviários, dirigentes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) farão uma reunião com lideranças dos caminhoneiros na próxima terça-feira, 12, para evitar mais divergências em torno do tema.

Ontem, durante o dia, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) chegou a publicar uma segunda resolução propondo tabelas de frete que foram melhor recebidas pelo setor do agronegócio, um dos setores que mais vêm criticando esse novo sistema.

"Queremos esgotar o diálogo e negociar com os caminhoneiros primeiro, antes de chegar ao ponto extremo de entrar na Justiça", disse ao Valor o superintendente-técnico da CNA, Bruno Lucchi. "Já saíram três tabelas em oito dias. O assunto precisa ser melhor discutido, então a CNA defende suspender o tabelamento até que a ANTT faça consulta pública para discutir o tema", afirmou.

A CNA defende que o modelo de preço mínimo para os fretes de cargas seja apenas referencial, e não obrigatório. Mas por princípio é contra qualquer tipo de tabelamento.

Ontem, o presidente da CNA, João Martins, pediu em ofício que o presidente Michel Temer suspenda a vigência das tabelas de frete mínimo implementadas com a Medida Provisória 832, editada pelo governo no último dia 27 de maio como parte do acordo com os caminhoneiros para cessar as greves que afetaram o país nas últimas semanas.

Fonte: Valor Econômico

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