Trigo do Paraguai vem forte

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A consultoria Agridatos define como "melhor, quase impossível" o desenvolvimento dos 400 mil hectares implantados de trigo da safra 2017/18 no Paraguai. Segundo eles, a área pode ser até um pouco maior do que a estimada no momento, eventualmente chegando a 450 mil hectares se confirmadas algumas parcelas semeadas de "última hora" no lugar da soja safrinha. 

"Esta decisão não ocorreu somente pelo preço, que há mais de três anos não eram registrados tão altos, mas também por uma necessidade de rotação de cultivos, coisa que não foi possível no ano passado, devido ao clima, que, naquele momento, não permitia alterar o cultivo de última hora", explica a T&F Consultoria Agroeconômica. 

Segundo a Agridatos, o plantio da safra atual ocorreu sem maiores problemas, tendo atrasado um pouco, mas completou o circuito de implantação em cerca de 35 dias, entre 04 de maio e 07 de junho. O clima nestes 63 dias, desde o início do plantio até 05 de julho, correu perfeito, sem nada que desabone o excelente desenvolvimento até este momento. 

 

"Como foi dito, o clima está uma maravilha, mas os produtores continuam ressabiados, porque, como é caprichoso, pode mudar subitamente e reverter o estado geral das lavouras. Da mesma forma que as diversas fases de produção, a fase de colheita necessita de um clima muito favorável para garantir a boa qualidade", comenta o analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco.

FATORES FUNDAMENTAIS 

Ainda de acordo com a T&F, a guerra comercial voltou a afetar todo o complexo de grãos, com as maiores perdas para a soja e o trigo. O medo do mercado de uma nova rodada de sanções fez os fundos de investimento liquidarem posições durante a sessão. A pressão sobre o trigo se dá principalmente por causa dos baixos preços dos outros dois grãos. 

Fonte: Agrolink

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