Falta de chuvas afeta safra de trigo do PR

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A escassez de chuvas no Paraná pode afetar a produção de trigo da safra 2018 no Estado. Relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura do Paraná, divulgado na terça-feira, mostra que 25% dos 1,06 milhão de hectares semeados com o trigo no Estado - que é o maior produtor do país - apresentam condições ruins e médias.

Uma semana antes, as áreas em condições médias e ruins somavam 18% da área. "O problema é que na região norte do Estado as lavouras estão mais adiantadas e a falta de chuva pode causar perda de produção", disse Hugo Godinho, agrônomo do Deral.

A região norte é responsável por cerca de 30% da produção de trigo do Paraná. Segundo Godinho, a escassez hídrica só preocupa no caso das lavouras que estão entrando em floração. "A falta de chuvas no desenvolvimento vegetativo não é tão grave. De qualquer forma, ainda é cedo para avaliar danos", completou. A projeção do Deral é que o Paraná vai produzir 3,4 milhões de toneladas de trigo na atual safra, 50% a mais que em 2017.

Segundo o Deral, 11% das lavouras estão em floração, 85% em desenvolvimento vegetativo, 3% em germinação e 1% em frutificação.

Em 2017, o excesso de chuvas provocou quebra de quase 40% na produção do cereal no Paraná. "Ainda há muito para acontecer, mas com certeza o extremo norte do Paraná terá perdas de produção por falta de chuva", disse Marco Antonio dos Santos, agrometeorologista da Rural Clima. Segundo ele, há previsões de chuvas irregulares na região no fim da próxima semana.

Em outras regiões do Estado, o estado das lavouras é satisfatório. "Nas lavouras daqui, essa falta de chuva tem ajudado muito no desenvolvimento. Nossas lavouras já floresceram", disse Wilson Grolli, produtor de Cascavel, no oeste paranaense.

Se a falta de chuvas preocupa o produtor de trigo, favorece a colheita de milho que avança lentamente no Estado. "O clima deve ajudar na colheita", disse Edmar Gervásio, economista do Deral. No segundo maior produtor de milho do país, a colheita chegou a apenas 6% dos 2,1 milhões de hectares semeados em 2017/18. Em igual período do ciclo anterior, havia alcançado 30%.

Fonte: Valor Econômico

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