Milho: Alta do trigo dá suporte e mercado sobe mais de 2% no pregão desta 4ª feira na Bolsa de Chicago

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Diante das preocupações com as perdas nas safras na Europa, os futuros do milho subiram mais de 2% no pregão desta quarta-feira (25) na Bolsa de Chicago (CBOT). Ao longo do dia, as cotações do cereal ampliaram as valorizações, terminando o pregão com ganhos de mais de 7 pontos e no patamar mais alto 

O vencimento setembro/18 era cotado a US$ 3,59 por bushel, enquanto o dezembro/18 operava a US$ 3,73 por bushel. O março/19 finalizou a sessão a US$ 3,84 por bushel e o maio/19 a US$ 3,90 por bushel.

Conforme dados da Granoeste Corretora de Cereais, "além do milho, as lavouras de trigo também estão sofrendo com a estiagem em vários países da Europa Central e do Leste Europeu". Os futuros do trigo subiram mais de 30 pontos nesta quarta-feira na CBOT.

"À medida que o mundo muda seu foco das possíveis grandes safras de grãos dos EUA para a redução nas safras europeias e ucranianas lideradas pelo trigo, o que poderia levar a exportações mais fortes, os mercados estão subindo mais", disse Jason Roose, da US Commodities em entrevista ao Agriculture.com.

No quadro fundamental, as atenções permanecem voltadas ao desenvolvimento da safra americana, que está em fase de polinização, uma das mais importantes para a cultura do cereal. Até o momento, 72% das lavouras de milho apresentam boas ou excelentes condições no país, de acordo com último levantamento do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Mercado interno

O dia foi de estabilidade aos preços do milho negociados no mercado doméstico. Conforme levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, o preço subiu 5,88%, em Sorriso (MT), com a saca a R$ 18,00. Na região de São Gabriel do Oeste (MS), a alta foi de 1,96%, com a saca a R$ 26,00.

Em Palma Sola (SC), a saca subiu 1,47% e finalizou o dia a R$ 34,50. Em contrapartida, no Porto de Paranaguá, o preço para entrega setembro/18, recuou 1,30%, com a saca do cereal a R$ 38,00.

Apesar da forte alta de Chicago, o preço no porto acabou acompanhando a queda registrada no câmbio. A moeda norte-americana caiu 1,09% e finalizou o dia a R$ 3,7022 na venda.

"O dólar recuou sob influência do exterior, onde o ambiente era de maior alívio após sinalizações dos Estados Unidos e da Europa de tirar pressão sobre a guerra comercial global", reportou a Reuters.

Enquanto isso, no mercado interno as cotações permanecem sustentadas em meio à retenção das vendas por parte dos produtores, conforme ponderam os especialistas. Paralelamente, os fracos resultados vindos das lavouras, com o avanço da colheita da safrinha, também dão suporte aos preços, segundo dados da Granoeste Corretora de Cereais.

No segundo maior produtor de milho safrinha no Brasil, o Paraná, o Deral (Departamento de Economia Rural) revisou para baixo, para 9,2 milhões de toneladas, uma queda de 30% em relação ao ciclo no ano anterior, de 13,2 milhões de toneladas devido à interferência do clima seco.

O número também é menor do que o reportado no final de junho, de 9,4 milhões de toneladas. Já o rendimento das lavouras foi projetado em 4,41 mil quilos por hectare, um recuo de 20% em comparação com a safrinha passada, de 5,51 mil quilos por hectare.

Fonte: Notícias Agrícolas

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