Safra cheia nos EUA, China sinalizando redução de taxa do trigo em vez de soja e dólar em alta, pressionam soja em Chicago

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Nesta quarta-feira (22), o mercado da soja teve mais um dia negativo na Bolsa de Chicago (CBOT), com quedas de 15 a 16 pontos nos principais vencimentos.

Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting, destacou que foram três fatores negativos que atuaram em conjunto com Chicago: as novas notícias referentes ao Crop Tour da Pro Farmer, a alta do dólar no Brasil e os desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Brandalizze comenta que as primeiras amostragens do Crop Tour trazem uma soja com um número maior de vagens, o que pode indicar uma maior produtividade. Contudo, o solo precisa receber uma boa umidade para dar continuidade ao processo.

Os chineses deve usar um pouco mais da necessidade de compra de trigo na negociação com os norte-americanos, deixando a soja em segundo plano. A briga entre Donald Trump e o país asiático acaba afetando as cotações.

Se não chover na próxima semana, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) também pode considerar uma queda na qualidade das lavouras. Amanhã devem sair também as primeiras informações sobre as condições das lavouras no estado de Iowa.

Em reais, as cotações do dia foram as melhores do ano para a soja. Quem pode aproveitar, tirou o dia para realizar negócios. A safra nova, por sua vez, continua sem grandes novidades nas negociações.

 

Fonte: Notícias Agrícolas

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