Após passagem do Florence, agricultores se preparam para a tempestade Michael

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A tempestade tropical Michael, prestes a se tornar um furacão, está rumando em direção à Flórida deixando talvez intactas as plataformas de petróleo no Golfo do México mas que deve afetar, com muita chuva e ventos fortes, a região agrícola do estado norte-americano e a indústria do turismo local.

A tempestade está a 90 km a leste de Cozumel, México, e está ganhando força de furacão nesta segunda, com ventos próximos ou até maiores de grandes furacões, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA em seu mais recente comunicado. Isso signica pelo menos 179 quilômetros por hora. 

Viajando rumo ao norte a uma velocidade de 11 km/h, a tempestade Michael por enquanto tem ventos de 112 km/h. No domingo, o governador da Flórida, Rick Scott, declarou estado de emergência em 26 condados. Apesar de a península do estado ser mais espaçadamente povoada do que outras áreas, ela inclui a capital.

"Essa tempestade será fatal e extremamente perigos. Todos precisam estar preparados", disse Scott.

Enquanto a maior parte dos cítricos da Flórida é produzida nos dois terços inferiores da península, ao sul da faixa por onde a tempestade deve passar, a chuva forte deve criar diculdades para a colheita do algodão no Sudoeste americano. O estado da Geórgia coletou 6% da sua safra em setembro e o Alabama colheu 5%, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA. 

Sem energia 

A tempestade Michael também deve afetar o abastecimento energético da região, principalmente de eletricidade e gás natural, segundo Matt Rogers, presidente do Grupo de Commodity Trigo. 

Depois de passar pela Flórida, a tempestade deve se encaminhar fazer a volta e ir novamente para a Geórgia e para as Carolinas do Norte e do Sul em uma semana. 

Segundo Je Masters, co-fundador do Weather Underground, é comum aparecerem grandes sistemas parecidos com monções na América Central nessa época do ano. Até a última quinta-feira, a região do Atlântico produziu 12 tempestades nesta temporada, incluindo o furacão Florence, o mais poderoso desse ano até agora.

Em 2004 e 2005, a região da península da Flórida sofreu muitos estragos por causa do furacão Ivan e do furacão Dennins, respectivamente. Em 2010, um derramamento de óleo da sonda petrolífera Deepwater Horizon atingiu as praias de Pensacola, afetando a pesca e o turismo local.

A área é também cheia de bases militares, incluindo a Estação Aérea Naval de Pensacola e a base da Força Aérea em Eglin. 

 

Fonte: Gazeta do Povo

 

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