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7 boas práticas para a aplicação de defensivos nas lavouras de trigo

Utilizar defensivos de forma inadequada pode contaminar o solo e reduzir a qualidade da produção Por Tainá Nunes * O trigo está entre os três alimentos mais consumidos pela população brasileira, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o intuito de aumentar a produtividade do cereal, a utilização de defensivos agrícolas no manejo dessa lavoura é muito comum para combater pragas e doenças.   Os defensivos agrícolas são produtos essenciais nas lavouras, desde que sejam utilizados corretamente e de forma equilibrada. Para isso, é preciso seguir as Boas Práticas Agrícolas (BPA), que têm como objetivo proteger a saúde de todo ecossistema, das pessoas e do planeta. As boas práticas são necessárias em todas as fases da cultura, desde a compra dos defensivos até o seu descarte. Confira dicas apresentadas em cartilha da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), que foram compiladas pela Farming Brasil e saiba como adotar boas práticas agrícolas.  

 1 - Verifique o prazo de validade do produto Um dos primeiros cuidados que devem ser tomados no momento da compra do defensivo é sempre dar prioridade aos produtos originais, além de verificar o prazo de validade do mesmo e se as informações presentes no rótulo e na bula estão legíveis. Por fim, exija sempre a nota fiscal.   

2 - Esteja atento ao nível de toxidade É importante observar na embalagem do produto o nível de toxidade que é determinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão classifica os produtos em quatro classes de perigo para a saúde humana, e cada uma delas é representada por uma cor de rótulo. Classe I (cor vermelha), produto extremamente tóxico; classe II (cor amarela), produto altamente tóxico; classe III (cor azul), produto medianamente tóxico; classe IV (cor verde), produto pouco tóxico.   

3 - Siga as recomendações do receituário agronômico É importante ficar atento às recomendações presentes no receituário agronômico e na bula do produto, para garantir que os resíduos estejam de acordo com o que está autorizado pela Anvisa. Nunca utilize defensivos que não são recomendados para a praga ou doença que se deseja combater, pois essa ação pode contaminar o alimento, reduzir a qualidade e a segurança da produção.   

4 - Limite máximo de resíduos O Limite Máximo de Resíduos (LMR) é a quantidade máxima de resíduo de defensivos aceita no alimento. No Brasil, este limite é determinado pela Anvisa. O estabelecimento do LMR ocorre em função da cultura e sua modalidade de emprego ou forma de aplicação. No caso do trigo, há no Brasil 125 defensivos com uso autorizado, dos quais 113 têm LMR determinado.  

5 - Segurança dos trabalhadores Ao aplicar o defensivo é importante estar atento à saúde e segurança dos trabalhadores rurais. Estes devem estar utilizando apropriadamente todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que incluem: protetores oculares, máscaras cobrindo o nariz e a boca, luvas de borracha, macacão de mangas compridas, chapéu de aba larga, botas e avental impermeável.   

6 - Respeite o intervalo de segurança O intervalo de segurança é o tempo mínimo necessário entre a última e a primeira aplicação de um defensivo na cultura. Este intervalo é importante, pois garante que na época da colheita, o nível de resíduos se situe no limite pré-estabelecido, não colocando em risco a saúde do consumidor. Em casos de tratamento de pós-colheita, o intervalo de segurança necessário é o tempo entre a última aplicação e a comercialização do produto.   

7 - Descarte das embalagens Para efetuar corretamente o descarte das embalagens de defensivos, é necessário que os agricultores as lavem três vezes (tríplice lavagem), e as devolvam em unidades de recebimento do Sistema Campo Limpo, para que sejam preparadas e sigam para a reciclagem ou incineração, por meio do Instituto Nacional de processamento de Embalagens Vazias (inpEV). A água utilizada na lavagem não deve ser descartada em córregos para evitar danos ao meio ambiente.  

 * Tainá Nunes é trainee de jornalismo, com supervisão de Darlene Santiago.

Fonte: Farming
 


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