Na propriedade, em Guarapuava, na divisa com Candói, o produtor rural, Cicero Passos de Lacerda, está colhendo resultados semeados há quatro anos, quando ele decidiu incluir a Adubação Biológica no manejo do solo. Cultivando milho, soja, trigo, feijão e aveia, o programa de Adubação Biológica MICROGEO® foi adotada em 80% da propriedade por indicação de um engenheiro agrônomo, com o objetivo de melhorar o controle das doenças como Sclerotinia, Rhizoctonia, Fusarium e aumentar os resultados da propriedade.
A propriedade de Lacerda conta com três Biofábricas CLC (Compostagem Líquida Contínua®), sendo uma com capacidade para 45 mil litros e duas com cinco mil litros cada uma. "A melhora da sanidade vegetal e o ganho de produtividade foram rapidamente percebidos. Nós comprovamos isso pela comparação com a área testemunha: na área com Adubação Biológica MICROGEO®, registramos três sacos de soja a mais do que na testemunha", contabiliza Lacerda. O agricultor enfatiza que deixou de gastar com a descompactação mecânica com o subsolador. Já a reestruturação do solo foi uma consequência do restabelecimento da biodiversidade microbiana do solo. Ele calcula que deixou de gastar cerca de R$ 80,00 por hectare, gerados pela economia de combustível, mão de obra e operação do maquinário.
Os resultados obtidos por Lacerda podem ser explicados pelo auxílio do Adubo Biológico MICROGEO® no condicionamento das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo graças à constituição do produto por microrganismos, nutrientes e fitormônios. "A principal vantagem desse programa está relacionada ao restabelecimento da harmonia na relação entre o solo e planta. E essa harmonia com a reestruturação física do solo se traduz em diversos ganhos na agricultura", detalha o diretor de P&D da MICROGEO®, Paulo Antonio D'Andrea.
Ensaios da Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL Tec) atestam esses ganhos, quando analisada a reestruturação física do solo, houve aumento de 41% na macroporosidade, além da redução de 13% na densidade do solo, na análise com cinco culturas consecutivas com aplicação de MICROGEO®. Isto significa mais benefícios como melhor agregação, grumosidade, aeração, retenção de eficiência do fertilizante, densidade e, por fim, menor compactação do solo.
Os estudos com o Adubo Biológico MICROGEO® ainda apontam aumento na eficiência nutricional e na produtividade. Segundo a Fundação MS para a Pesquisa e Difusão de Tecnologias Agropecuárias, foi constatado aumento de 15% no fósforo foliar e incremento de 15% na produtividade de milho safrinha em função da maior eficiência dos fertilizantes.
Como funciona o MICROGEO®?
O MICROGEO® é um componente balanceado para nutrir, regular e manter a produção contínua do Adubo Biológico, o qual é produzido pelo próprio agricultor, através da instalação da Biofábrica CLC (Compostagem Líquida Contínua®), em sua propriedade, com suporte da empresa.
A produção no local de aplicação é estratégica. Afinal, parte dos micro-organismos, nutrientes e metabólicos envolvidos na Compostagem Líquida Contínua® são exclusivos da localidade. Esse cuidado estimula a microbiota local essencial no condicionamento das propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, seja para agricultura, pecuária ou reflorestamento.
A Compostagem Líquida Contínua® é uma biotecnologia inovadora para a produção do Adubo Biológico pelo próprio agricultor no campo. O Adubo Biológico é aplicado via pulverização nas doses de 150 L/ha nas culturas anuais e 300 L/ha nas culturas permanentes, em qualquer temperatura, luminosidade ou mesmo umidade.
Por que a compactação do solo é um fator crítico para agricultura?
O estudo "Compactação do solo: consequências para o crescimento vegetal" conduzido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em 2005, aponta que a compactação altera uma série de fatores que afeta o crescimento radicular, como aeração, retenção da água, resistência à penetração de raízes, podendo contribuir para a vulnerabilidade do solo à erosão. De forma subsuperficial, em decorrência do revolvimento excessivo, a compactação do solo também pode ser observada nos sistemas convencionais de preparo do solo, barrando o crescimento das raízes em profundidade.
Os efeitos decorrentes da compactação do solo estiveram na composição de um outro relatório da coordenado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o trabalho publicou seus resultados no livro 'Estado da Arte do Recurso Solo no Mundo' (Status of the world´s soil resources). Com a mobilização de 600 pesquisadores de 60 países, os indicadores revelaram que 30% dos solos do mundo estão degradados. A compactação é uma ameaça, que pode reduzir em até 60% os rendimentos mundiais das culturas agrícolas, além de comprometer o equilíbrio da biodiversidade do solo composta por bactérias, fungos, arqueias, vírus, protozoários, insetos, anelídeos, nematoides, algas e as próprias plantas.
Práticas conservacionistas como a rotação de culturas, o plantio direto e a adubação biológica são os principais caminhos para restabelecer o equilíbrio da biodiversidade no solo e reverter os efeitos da compactação do solo, conforme propõem os autores do livro eletrônico "Microbiologia do solo" (disponível para leitura). Quanto maior a diversidade de espécies no solo, ele será mais rico em atividade biológica, favorecendo interações entre a população microbiana e as plantas, auxiliando na supressão de doenças.
Fonte: Portal do Agronegócios