A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (15) em baixa, pressionada pelo cenário de oferta global confortável, que voltou a predominar após uma tentativa inicial de recuperação ao longo do dia.
O mercado foi influenciado por estimativas elevadas de produção e estoques mundiais. O Conselho Internacional de Grãos (CIG) elevou sua projeção para a produção global de trigo na safra 2025/26 para 842 milhões de toneladas.
Além disso, a consultoria russa IKAR elevou sua estimativa para o potencial de exportações de grãos da Rússia na temporada 2025/26 para 60,2 milhões de toneladas, acima das 57,8 milhões indicadas anteriormente. Segundo informações divulgadas pela Dow Jones, a SovEcon avalia que os embarques de trigo da Rússia devem ganhar ritmo em janeiro, com volumes estimados entre 3,0 e 3,4 milhões de toneladas no mês, superiores aos registrados no mesmo período do ano passado. A melhora das margens de exportação e o retorno de grandes importadores, como o Egito, sustentam o fluxo de vendas russas, limitando reações mais consistentes em Chicago.
Dados recentes de demanda também permaneceram no radar. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que as vendas líquidas norte-americanas de trigo da temporada 2025/26 somaram 156,3 mil toneladas na semana encerrada em 8 de janeiro, volume considerado dentro das expectativas do mercado.
Outro fator de peso veio do mercado russo. A Rússia deve exportar entre 2,8 milhões e 3 milhões de toneladas de trigo em janeiro, acima do volume registrado no mesmo mês de 2025, segundo estimativas da Rusagrotrans. No acumulado de julho a dezembro de 2025, os embarques somaram 26,7 milhões de toneladas, abaixo do recorde do ano anterior. O Egito permanece como principal comprador do trigo russo, apesar de leve redução nas aquisições, enquanto a Turquia ampliou fortemente as compras e o Irã avançou para a terceira posição entre os importadores. Bangladesh reduziu as compras diante da maior concorrência de exportadores como Argentina, Brasil e Austrália, e Israel completou o grupo dos cinco maiores destinos.
Os contratos com entrega em março de 2026 fecharam cotados a US$ 5,10 1/2 por bushel, queda de 2,00 centavos, ou 0,39%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em maio de 2026 encerraram a US$ 5,21 1/2 por bushel, baixa de 2,25 centavos, ou 0,42%.
Fonte: Safras & Mercado