03/01/2017 - Com as bolsas americanas e europeias fechadas, a cotação da soja no mercado interno brasileiro registrou forte alta ontem de acordo com o indicador Esalq/BM&FBovespa, calculado pelo Cepea. A saca de 60 quilos da oleaginosa com entrega no porto de Paranaguá ficou em R$ 77,22, aumento de 2,03%. Em Chicago, a commodity encerrou 2016 com uma alta acumulada de 16,17%, refletindo a forte demanda global pela produção americana, apesar das perspectivas de safra recorde nos Estados Unidos e no Brasil. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os dois países devem colher 118,69 milhões e 102 milhões de toneladas de soja na safra 2016/17, respectivamente. Juntos, Estados Unidos e Brasil são os maiores produtores mundiais da oleaginosa. Leve aumento Com uma queda acumulada de 1,92% em 2016 na bolsa de Chicago, os preços do milho registraram alta no primeiro dia útil de 2017 no mercado brasileiro. De acordo com o indicador Esalq/BM&FBovespa, calculado pelo Cepea, o preço da saca de 60 quilos do grão no país ficou em R$ 38,51 ontem, alta diária de 0,89%. A perspectiva, no entanto, ainda é de queda nos preços da commodity, caso se confirmem as boas condições de desenvolvimento da safra 2016/17 na América do Sul, o que deve se somar à colheita recorde nos Estados Unidos. De acordo com a estimativa do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o mundo todo deverá colher 1,03 bilhão de toneladas do cereal na atual temporada, reflexo de uma safra recorde nos Estados Unidos e do avanço do plantio do cereal no Brasil. Cenário positivo O preço do açúcar no mercado interno brasileiro registrou queda de 0,55% ontem, para R$ 89,90 a saca de 50 quilos, de acordo com o indicador Cepea/Esalq. O recuo reflete a melhora das estimativas de produção nacional na safra 2016/17 e o fim do déficit na oferta mundial na temporada seguinte, a 2017/18. Em nota, ontem, a consultoria Archer Consulting destacou a boa remuneração da commodity ao longo de 2016. De acordo com a empresa, o preço médio de fixação das usinas para a safra 2016/17 foi de R$ 1,218 por tonelada, 28% acima do observado na safra 2015/216. "O que nos aguarda o ano de 2017? Acreditamos que os preços em reais por tonelada não serão tão remuneradores quanto foram os preços negociados em 2016", destacou a consultoria Archer. Estoques limitados A escassez de laranja no mercado brasileiro e o aumento das exportações do país devido à valorização do suco de laranja no mercado internacional seguem dando mercado internacional seguem dando sustentação aos preços da fruta no mercado interno. De acordo com o Cepea, o preço médio pago pela indústria pela caixa de 40,8 quilos da fruta ontem ficou em R$ 26,09, ligeiro avanço de 0,04%. Na média parcial do segundo semestre de 2016, o Cepea destacou que houve alta de 79,2% nos preços comparados com igual período de 2015. Ainda de acordo com o centro de estudos, o impulso veio da combinação entre baixa produção e demanda aquecida em meio aos estoques limitados no país. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), os estoques brasileiros devem ser zerados em 2017.
Fonte: Valor Econômico