As cotações do trigo seguem firmes no mercado brasileiro, operando acima dos patamares registrados no mesmo período do ano passado. Segundo pesquisadores do Cepea, o suporte vem dos baixos estoques domésticos, especialmente de produtos de qualidade superior, e da elevação da paridade de importação. Além disso, a área da nova safra – que tem sido semeada – deve ser menor que a da temporada anterior, fazendo com que a oferta fique dependente do clima e do seu impacto sobre a produtividade. No campo, os produtores estão focados nos tratos culturais das lavouras já implantadas e na semeadura, especialmente os do Rio Grande do Sul, que iniciaram as atividades relativamente mais tarde neste ano.
Vlamir Brandalizze destaca que há bons fundamentos para o trigo no mercado internacional no que diz respeito às lavouras dos Estados Unidos, que não se encontram na melhor qualidade. No entanto, a entrada do cereal russo para venda, limita novas altas para o setor. No Brasil, a alta do dólar eleva o preço da importação, o que tem contribuído para a valorização do trigo brasileiro.
Fonte: Paracatu Rural