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Grãos disparam em Chicago com explosão do preço do petróleo

Os preços dos contratos futuros de grãos e oleaginosas registravam alta na manhã desta segunda-feira, 09, na bolsa de Chicago. A valorização refletiu a disparada do petróleo no mercado internacional em meio à escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

O petróleo ultrapassou a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022. O cenário foi impulsionado pelo temor de interrupções prolongadas no transporte marítimo global, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento global do combustível.

Por volta das 11h30, no horário de Brasília, os contratos futuros de milho com vencimento em maio/26 eram negociados a US$ 4,64 por bushel, alta de 0,96% em relação ao fechamento anterior. A soja também operava em alta, cotada a US$ 12,15 por bushel, registrando valorização de 1,21%. Entre os derivados, o óleo de soja subia 1,49%, para 67,57 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o farelo de soja avançava 0,33%, negociado a US$ 318,25 por tonelada curta.


Os contratos de trigo também eram sustentados pela valorização generalizada das commodities agrícolas diante das tensões geopolíticas. Além do cenário externo, o cereal recebia suporte das condições climáticas adversas nas regiões produtoras dos Estados Unidos. 


Por que a alta do Petróleo impulsiona os grãos? 

A elevação das cotações do petróleo favorece o setor de grãos e oleaginosas, uma vez que essas culturas são amplamente utilizadas na produção de biocombustíveis, como etanol e biodiesel. Com o petróleo mais caro, os combustíveis renováveis acabam se tornando mais competitivos, desencadeando um aumento da demanda por matérias-primas agrícolas. 


Ainda assim, ganhos mais expressivos das commodities agrícolas eram limitados nesta segunda-feira, pela valorização do dólar frente às principais moedas globais.


Crise energética provoca reação global

A turbulência no mercado de energia levou governos a adotar medidas emergenciais. Para proteger o mercado interno diante da disparada global dos preços, a Sérvia anunciou a suspensão temporária das exportações de petróleo, gasolina e diesel. Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, a decisão foi tomada pelo Ministério de Minas e Energia do país e permanecerá em vigor, inicialmente, até 19 de março.


A crise energética também já repercute em países próximos. A Croácia anunciou um teto para os preços dos combustíveis até 23 de março, limitando o valor a € 1,55 por litro. A própria Sérvia mantém uma política semelhante desde 2022.


Além disso, no Golfo Pérsico, a petrolífera estatal Saudi Aramco iniciou a redução da produção de combustível em dois de seus campos de exploração, segundo fontes ouvidas pela Reuters. A medida estaria relacionada ao fechamento do Estreito de Ormuz. Ainda não há detalhes sobre o nível de redução ou quais campos foram afetados.


Fonte: Agro Estadão



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