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Grãos operam em alta nas bolsas internacionais

Em dia de divulgação do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), os contratos futuros de soja operam em alta na bolsa de Chicago. Há pouco, a cotação do contrato mais negociado era de  US$ 11,13 alta de 0,20%.   


Segundo informação do Barchat os analistas não esperam grandes alterações nos estoques de soja dos EUA que devem permanecer em 348 milhões de bushels, ante a estimativa de 380 milhões de bushels divulgada em janeiro.  


Já a produção brasileira de soja deve ser revisada para cima pelo USDA, com 1,2 milhão de toneladas a mais. Enquanto a produção na Argentina deve cair 0,4 milhão de toneladas, para 48,1 milhões de toneladas. 


A colheita da super safra brasileira de soja está no começo. Estimativa da AgRural é que 16% das áreas já foram colhidas, avanço de 6% em relação a semana anterior e com ritmo 15% maior na comparação com ano passado. 

MILHO 


O Milho em Chicago opera, nesta terça-feira (10), em leve alta de 0,20% para o contrato de março.  


O levantamento do USDA deve manter as projeções apresentadas em janeiro.  Os investidores não esperam grandes mudanças nos estoques finais dos EUA com uma estimativa média de 2,215 bilhões de bushels, segundo a Bloomberg. 


No Brasil o plantio do milho safrinha avança no Mato Grosso e alcançou 22% da área. Nos outros estados o plantio está limitado a colheita da soja, informa a AgRural.  


CAFÉ  


Em Nova York, o café reverte o movimento de queda da última semana e trabalha em alta de 1,24% para o contrato de maio, a US$ 2,975 por libra-peso. 


A estimativa de redução da oferta na Colômbia, o segundo maior produtor mundial de arábica influenciou o mercado. A Federação Nacional de Cafeicultores da Colômbia informou que a produção em janeiro, de 893 mil sacas, foi 34% menor em relação ao mesmo período do ano passado.  


O câmbio brasileiro também também impacta nesse movimento. A valorização do real frente ao dólar aumenta o preço da saca de café arábica no mercado internacional e pode desestimular as exportações.  


CACAU 


O preço do cacau segue pressionado. Nesta terça-feira (10), a cotação apresentou novo recuo de 1,5%. A produção em alta, principalmente na oeste da África, e a demanda enfraquecida devem manter a desvalorização do produto. 


A Organização Internacional do Cacau informa que os estoques globais de cacau aumentaram 4,2% em janeiro, na comparação com o ano anterior, atingindo 1,1 milhão de toneladas. 


Fonte: CNN


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