Notícias setorial/mercado

Pão fica mais caro devido ao aumento da farinha

O preço do quilo do pão francês, a popular média, está subindo. Desde o fim do ano passado, o valor mínimo passou de R$ 10,00 para R$ 13,00, dizem panificadores. O aumento no preço da farinha de trigo, em parte importada, contribui para o aumento.

Como consequência, o consumo tem diminuído - mas não é de hoje. O presidente do Sindicato de Indústria e Panificação e Confeitaria de Santos e Região, Dialino dos Santos Rosário, afirma que a retração vem ocorrendo há dois anos, e o setor tem segurado preços.

"A gente paga muito imposto. Teve aumento da energia, da água e da farinha, o reajuste dos funcionários... Está bem difícil ser comerciante", relata a dona da panificadora Camões, Albertina Casemira Ferreira.

A gerente da Panificadora Marapão, em Santos, Rosemeire Dimas, percebeu a diminuição no consumo. "Sempre cai o movimento em feriados, mas esse último (da Páscoa) foi fraco demais".

A professora Kátia Cilene Santos, de 46 anos, reduziu a quantidade de pães que leva para casa diariamente. "Antes eu comprava seis, agora são quatro. O preço subiu, mas a nossa renda não cresce da mesma maneira".

Alternativa

Há quem busque substitutos para o pão. A manicure Maria Cristina dos Santos, de 40 anos, optou pela tapioca para alimentar a família. Paga R$ 6,00 por um pacote de farinha específica e vê bom rendimento. "É mais saudável, e todo mundo em casa aprovou. O marido e os filhos comem tudo".

A nutricionista Nathália Guedes cita que o pão francês é uma importante fonte de carboidrato, mas é possível fazer pão caseiro em liquidificador. Sobre a tapioca, alerta: se consumida de forma exagerada, faz engordar.

Especulação

Economista e professor da Universidade Santa Cecília (Unisanta), Hélio Hallite explica que o Brasil é um dos maiores produtores de trigo no mundo, mas consome tanto o produto que precisa importar farinha.

"Os preços finais da farinha no varejo se tornam objeto de especulação. Por isso, é importante a população reduzir o consumo, pois isso vai derrubar os preços", defende.

Fonte: A TRIBUNA


COMPARTILHE: