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Preço da cesta básica atinge R$ 846 em SP; veja preço por capital

O preço da cesta básica na cidade de São Paulo ficou em R$ 845,95, a mais cara entre as capitais do país, segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. O valor representa um aumento de 0,56% em relação a novembro.

A segunda cesta básica mais cara foi registrada em Florianópolis (R$ 801,29), seguida por Rio de Janeiro (R$ 792,06) e Cuiabá (R$ 791,29). Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente1, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 539,49), Maceió (R$ 589,69), Porto Velho (R$ 592,01) e Recife (R$ 596,10).


Além da capital paulista, a cesta básica aumentou entre novembro e dezembro também em outras 16 capitais, sendo as maiores altas:


Maceió: 3,19%

Belo Horizonte: 1,58%

Salvador: 1,55%

Brasília: 1,54%

Teresina: 1,39%

Macapá: 1,23%

Goiânia: 1,19%

Rio de Janeiro: 1,03%

Já outras nove capitais tiveram queda no preço, sendo as mais expressivas registradas na região Norte do país:


Porto Velho: -3,60%

Boa Vista: -2,55%

Rio Branco: -1,54%

Manaus: -1,43%


Salário mínimo deveria ser quase 5 vezes maior

Com base na cesta mais cara, que, em dezembro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o valor do salário mínimo necessário em dezembro de 2025 deveria ter sido de R$ 7.106,83 ou 4,68 vezes o mínimo de R$ 1.518,00.


Em novembro, o valor necessário foi de R$ 7.067,18 e correspondeu a 4,66 vezes o piso mínimo. Em dezembro de 2024, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 7.067,68 ou 5,01 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.412,00.


Tempo maior de trabalho

Em dezembro de 2025, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica nas 27 capitais foi de 98 horas e 41 minutos, pouco maior do que o registrado em novembro, quando ficou em 98 horas e 31 minutos. Já em dezembro de 2024, considerando apenas as 17 capitais, a jornada média foi de 109 horas e 29 minutos.


Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, nas 27 capitais pesquisadas em dezembro de 2025, 48,49% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos e, em novembro, 48,41% da renda líquida. Em dezembro de 2024, considerando as 17 capitais, o percentual médio ficou em 53,80%.


Principais variações entre os produtos

O preço da carne bovina de primeira subiu em 25 das 27 capitais entre novembro e dezembro de 2025, com altas mais expressivas em Maceió (4,50%), Belo Horizonte (3,49%), Manaus (3,06%) e Teresina (3,01%). Houve queda em Boa Vista (-0,59%) e Curitiba (-0,06%). O aquecimento da demanda interna e externa e a oferta restrita explicaram a alta do preço da carne.


A batata, coletada apenas na região Centro-Sul, apresentou diminuição no valor médio em Porto Alegre (-3,57%), entre novembro e dezembro de 2025. Nas demais capitais, houve aumento, com destaque para Rio de Janeiro (24,10%), Belo Horizonte (21,15%) e Goiânia (17,23%). As chuvas e o fim da colheita resultaram em alta do tubérculo.


Entre novembro e dezembro de 2025, o preço da farinha de trigo, coletado no Centro-Sul, aumentou em Brasília (2,98%) e Curitiba (0,95%), e diminuiu nas demais capitais, com destaque para Vitória (-2,31%). A nova safra de trigo e a maior oferta global explicam o resultado.


Já o preço do leite integral caiu em 22 das 27 cidades entre novembro e dezembro de 2025, com variações entre -5,61%, em Curitiba, e de -0,69%, em Recife. Em Palmas, Aracaju e Maceió, o valor não se alterou e observou-se aumento em outras duas cidades: Boa Vista (3,28%) e Macapá (0,26%). Maior oferta interna, consequência da produção no campo e das importações de derivados, fez com que os preços diminuíssem no varejo.


Fonte: IstoÉ Dinheiro


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