Em dia de alta generalizada para os grãos na bolsa de Chicago, o trigo foi o destaque na sessão. Os lotes com entrega para março subiram 2,71% nesta quinta-feira (6/2), negociados a US$ 5,8775 o bushel.
As preocupações com a oferta de trigo no Mar Negro seguem pautando o mercado. Nesse sentido, o adido do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) na Ucrânia estimou a exportação de trigo do país em 15 milhões de toneladas, redução de 1 milhão de toneladas em relação ao dado oficial do departamento, divulgado em janeiro.
Soma-se a isso o alerta para produção em outras regiões produtoras. Além dos danos causados pela geada no trigo dos EUA, das chuvas excessivas na França e da falta de precipitação na Rússia, também há o risco de o clima quente chegar seis semanas antes da colheita na Índia, que espera uma produção de 113,29 milhões de toneladas, destaca, em boletim, a T&F Consultoria Agroeconômica.
Soja
O preço da soja fechou em leve alta na bolsa de Chicago, mesmo com fatores favoráveis de clima e de demanda. Os lotes com vencimento em março encerraram a sessão cotados a US$ 10,6050 o bushel, ou 0,33% a mais que no último fechamento.
Os preços ficaram praticamente toda a sessão no campo negativo, reagindo ao retorno das chuvas em áreas produtoras da Argentina. Essa condição pode retardar as perdas estimadas devido ao impacto do tempo seco, e também promover um melhor desenvolvimento das plantas, segundo análise da T&F Consultoria Agroeconômica.
Os dados de vendas líquidas de soja EUA também fizeram pressão de baixa até o fechamento. As vendas tiveram baixa de 12% na semana passada, com 387,7 mil toneladas.
Além desses fatores, o mercado acompanha o desenrolar da guerra comercial entre EUA e China e também o progresso da safra de soja brasileira, onde há expectativa de aceleração da colheita neste mês.
Milho
No mercado do milho na bolsa de Chicago, os contratos para março fecharam em alta de 0,41%, cotados a US$ 4,9525 o bushel.
Os elementos conflitantes para a formação de preço deixaram as cotações perto da estabilidade. Enquanto o retorno das chuvas na Argentina exerce pressão de baixa, os números de demanda pelo milho americano atuam no sentido contrário.
O saldo líquido de venda de milho pelos americanos chegou a 1,47 milhão de toneladas na semana encerrada em 30 de janeiro, aumento de 9% em relação à semana anterior e 32% acima da média das últimas quatro semanas.
Fonte: Globo Rural