As indústrias que utilizam a farinha de trigo sentiram a melhora da produção em 2016. Ainda sem os dados fechados do ano passado, a associação do setor acredita que o consumo parou de cair. A impressão é que a demanda por derivados, como o macarrão, começou a se recuperar antes de outros setores mais sofisticados da economia. Na moagem de trigo, a perspectiva para 2017 é positiva.
Em 2015 a produção da farinha de trigo despencou 7%, após ficar estável em 2014. Ou seja, nessa crise as pessoas cortaram o consumo até de alimentos mais acessíveis. Mas o presidente da Abitrigo, o embaixador Rubens Barbosa, conta que a tendência mudou nos últimos meses. A inflação menos intensa ajudou a estabilizar o consumo. Nos últimos anos ela corroeu a renda das famílias e a produção de massas e bolos caiu junto.
Usada em produtos baratos e difundidos na dieta da população, como o pão nosso de cada dia, a farinha de trigo acaba sendo um indicador relevante sobre o consumo. A produção dela reage mais rapidamente à atividade econômica do que itens mais caros. A indústria indica que a moagem de trigo já começou a se recuperar.
Fonte: O Globo