Notícias setorial/mercado

Qualidade do trigo preocupa mercado com avanço da colheita no Brasil

A qualidade do trigo se tornou um dos principais pontos de atenção para o mercado brasileiro à medida que a colheita avança. O excesso de umidade registrado durante o ciclo das lavouras aumentou a oferta de lotes classificados como tipos 2 e 3, geralmente associados a menor peso do hectolitro (PH), enquanto reduziu a disponibilidade de cereal tipo 1.


O cenário limita a oferta de trigo dentro dos padrões exigidos pelos compradores. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), produtores e vendedores que ainda possuem volumes de melhor qualidade têm elevado os preços pedidos pelo cereal.

No Paraná, principal referência para o indicador de preços do trigo Cepea/Esalq, o valor médio do trigo pão ou melhorador ficou em R$ 1.551,32 por tonelada na segunda-feira (5). O preço apresentou leve queda de 0,15% no dia, embora ainda acumulasse alta de 0,45% no mês.

Na comparação com o fim de setembro, a valorização é mais expressiva. Em 30 de setembro, o indicador estava em R$ 1.544,33 por tonelada, o que representa alta de 0,45% até 5 de outubro. Já em 2 de outubro, o preço havia alcançado R$ 1.553,71 por tonelada, maior valor entre os registros apresentados no início deste mês.

Apesar do avanço dos trabalhos no campo, a colheita ainda está em fase intermediária. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que 28,9% da área cultivada com trigo no país havia sido colhida até 25 de setembro.


A evolução da colheita tende a ampliar a oferta de cereal no mercado, porém a qualidade dos lotes será um fator determinante para a comercialização. A maior presença de trigo com PH reduzido pode limitar a disponibilidade de matéria-prima que atende às especificações dos moinhos, mantendo a diferenciação de preços entre os lotes conforme seus padrões de qualidade.


Fonte: O Presente Rural


COMPARTILHE: