Notícias setorial/mercado

Safra de grãos em 2025 deve crescer 10,2%, diz IBGE

A safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas deve atingir 322,8 milhões de toneladas em 2025, 10,2 acima de 2024, ou um acréscimo de 29,9 milhões de toneladas.


É o que informou nesta terça-feira (14/1) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no 3º prognóstico da safra 2025, referente a dezembro. Caso a projeção se confirme, será um novo recorde da produção brasileira, acima do recorde anterior, de 2023.


A safra estimada no 3º prognóstico também é 2,5% superior à do 2º prognóstico, referente a novembro, uma diferença de 7,8 milhões de toneladas a mais.


Sobre 2024, o IBGE reduziu em 0,5% sua estimativa de colheita, 1,6 milhão de toneladas a menos. Com isso, a safra de 2024 ficou em 292,7 milhões de toneladas, 7,2% abaixo de 2023.


Esta é a última previsão do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) para o ano de 2024. Eventuais ajustes podem ser feitos pelo IBGE na divulgação da Produção Agrícola Municipal (PAM) referente a 2024.


Para 2025, o IBGE prevê um aumento de 1,8% da área colhida frente a 2024, para 80,5 milhões de hectares.


O aumento de quase 30 milhões de toneladas na produção em 2025 está ligado principalmente ao aumento da soja: 22,3 milhões de toneladas a mais, ou 15,4% de alta. Com isso, espera-se uma safra de 167,294 milhões de toneladas de soja.


Também há crescimento previsto para milho 1ª safra (9,3% ou 2,124 milhões de toneladas) e milho 2ª safra (4,1% ou 3,736 milhões de toneladas). A produção de milho em 2025 deve ficar em 120,563 milhões de toneladas, sendo 25,036 milhões de toneladas do milho 1ª safra e 95,526 milhões de toneladas do milho 2ª safra.


Outras culturas com previsão de expansão da produção em 2025 são: arroz (8,1% ou 856,065 mil toneladas), trigo (4,8% ou 360,657 mil toneladas) e feijão 1ª safra (30,9% ou 276,071 mil toneladas).


Para o algodão herbáceo em caroço foi estimada uma estabilidade na produção (0,0% ou 2 354 t), enquanto para o sorgo foi estimado um declínio de 3,2% ou 127,668 mil toneladas a menos.


Fonte: Globo Rural


COMPARTILHE: