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Soja e trigo abrem o dia em queda na bolsa de Chicago

Na abertura da bolsa de Chicago desta terça-feira (4/2), a soja opera com queda de 0,37% para os papéis para março, valendo US$ 10,6875 por bushel, e esperam-se oscilações ao longo do dia. Entre os fundamentos está a forte queda no valor do óleo de soja, diante da possibilidade de continuidade da entrada do óleo de canola canadense nos EUA após o adiamento das taxas de importação.


Além disso, a manutenção das taxas de importação das tarifas de 10% sobre bens importados da China e a ofensiva do governo chinês, que impôs tarifas de até 15% sobre determinados produtos dos EUA afetam a soja. Há a expectativa de que, ao longo da semana, o presidente americano Donald Trump e seu par chinês Xi Jinping busquem algum tipo de acordo para conter o avanço das tarifas, aponta a consultoria Granar.


Segundo a TF AgroEconômica, a soja deve permanecer em tendência de queda independente das tarifas impostas à China, uma vez que o Brasil produzirá uma safra recorde.


O trigo também cai, com recuo de 0,88%, a US$ 5,6175 por bushel. A queda é stimulada, sobretudo, pelo bom estado das lavouras no Kansas, nos Estados Unidos. O adiamento da aplicação das tarifas também influencia as cotações, uma vez que o México é o principal comprador do trigo americano. Segundo a TF AgroEconômica, no entanto, a tendência geral é de alta, tanto em Chicago quanto no mercado interno brasileiro, diante de uma quebra de safra no Mar Negro e no Brasil.


Já o milho opera em alta após o adiamento do início das tarifas americanas sobre as importações do Canadá e do México — principal comprador do grão americano. Contribuem para as altas os impactos das más condições climáticas sobre as lavouras argentinas e o atraso no progresso da safrinha brasileira, aponta a consultoria Granar. Os contratos com entrega para março sobem 0,41%, cotados a US$ 4,9075 por bushel.


Fonte: Globo Rural


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