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Soja, milho e trigo são negociados em alta na bolsa de Chicago

Os contratos futuros de grãos operam em alta na abertura da bolsa de Chicago desta quinta-feira (6/3), diante de melhorias técnicas com a liquidação de papéis e em meio a incertezas do mercado em relação às novas medidas tarifárias implementadas pela Administração Trump nos EUA e com represálias dos países afetados.


A soja para maio sobe 0,86%, cotada a US$ 10,2050 por bushel, especialmente em razão da decisão da China em taxar as importações americanas e suspender a compra de três empresas dos EUA, após os novos anúncios de Trump.


As exportações americanas de soja na semana finalizada em 27 de fevereiro caíram 18% em relação à semana anterior e 20% em relação à média de quatro semanas, segundo dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira. O volume foi de 792,8 mil toneladas, com a China ainda como principal destino, com 336,6 mil toneladas.


As vendas líquidas também recuaram 14% em relação à semana anterior, somando 352,9 mil toneladas.


Segundo relatório do Citi, a colheita de soja e o plantio de milho estão progredindo bem no Brasil, com Mato Grosso liderando a conclusão.


Além disso, o banco avalia que a desvalorização do real brasileiro em relação ao dólar americano melhorou as margens de exportação, tornando a soja brasileira altamente competitiva nos mercados internacionais. Assim, os embarques de soja brasileira mantiveram um ritmo forte, com os volumes de exportação de fevereiro esperados para superar os níveis do ano passado.


Milho

O milho para maio avança 0,27%, a US$ 4,5700 por bushel, estimulado por compras de oportunidade dos investidores. No entanto, pairam as preocupações em relação a uma possível retaliação do México em relação às taxas anunciadas por Trump, uma vez que o país é o principal destino do milho americano, preocupando produtores nos EUA.



Para o Citi, durante fevereiro de 2025, o mercado permaneceu focado no potencial de produção brasileiro, particularmente porque a perspectiva da safra argentina também foi afetada por condições climáticas extremas. Além disso, o aumento do custo de produção, influenciado pelo aumento nos custos de insumos e restrições logísticas, pode pressionar as margens dos agricultores, apesar dos preços favoráveis do milho.


Trigo

O trigo sobe 0,23%, negociado a US$ 5,4950 por bushel, sobretudo em razão de compras de fundos e à desvalorização do dólar em relação ao euro nos últimos anos. Para a consultoria Granar, o movimento de desvalorização pode indicar uma possível recessão nos Estados Unidos em razão à escalada tarifária, que está “apenas começando e melhora a competitividade das exportações, em detrimento das vendas da União Europeia”.


As exportações de milho totalizaram 1,26 milhão de toneladas na semana, uma queda em relação à semana anterior e à média, de 4 e 10%, respectivamente. As vendas líquidas, por outro lado, aumentaram em 15% na semana, apesar de uma redução de 32% na média.


O trigo exportado teve um aumento de 5% em relação à média, somando 380,3 mil toneladas. As vendas líquidas do cereal aumentaram 26% em relação à semana anterior, mas caíram 25% na média das quatro semanas.


Fonte: Globo Rural


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