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Soja, milho e trigo sobem na bolsa de Chicago

No dia seguinte à posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, a soja é negociada em alta de 2,32% na abertura da bolsa de Chicago, a US$ 10,6900 por bushel nos contratos com entrega para março.


Contribui para a alta a escassez de chuva na Argentina e o excesso de umidade no Centro-Oeste brasileiro contribuem para a alta, além da não imposição de tarifas sobre a China, como se especulava que acontecesse desde o primeiro dia da administração Trump. A consultoria Granar aponta que o foco está voltado para o México e o Canadá, países aos quais poderiam ser impostas tarifas de até 25% a partir de 1º de fevereiro. A medida poderia afetar as compras de óleo de canola e favorecer um maior uso do óleo de soja para suprira falta.


O milho para março opera em alta de 0,81%, a US$ 4,9700 por bushel, em um dos melhores patamares desde 2023. Entre os fatores altistas está o baixo volume de chuvas na Argentina e o atraso para o plantio da safrinha no Brasil. Além disso, a possibilidade da liberação do uso do E-15 (mistura de combustível fóssil com 15% de etanol) durante todo o ano nos Estados Unidos, após a Ordem Executiva de Declaração de Emergência Energética Nacional assinada ontem por Trump contribui para a pressão dos preços.


O trigo, por sua vez, avança 2%, a US$ 5,4950 por bushel, diante da pressão baixista do dólar em relação ao euro, estimulando a competitividade do trigo americano, e a desaceleração das exportações na região do Mar Negro.


Fonte: Globo Rural


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