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Tensão geopolítica no Mar Negro afeta cotações do trigo em Chicago

Após as altas de ontem, o trigo voltou a ser negociado em forte alta na bolsa de Chicago nesta terça-feira (19/11), impulsionado pela crescente tensão geopolítica, avançando 1,14%, a US$ 5,5350 por bushel para os contratos com entrega em dezembro.


O presidente dos EUA, Joe Biden, permitiu que a Ucrânia utilize mísseis de longo alcance fornecidos pelos EUA contra a Rússia. O presidente russo, Vladimir Putin, escalou o conflito em resposta ao presidente americano, apontando a possibilidade de uma “dissuasão nuclear”.


A alta do trigo é limitada pela nova valorização do dólar frente ao euro, e também pela melhora nas condições do trigo de inverno nos Estados Unidos, segundo a consultoria Granar.


Os contratos futuros de milho com entrega para dezembro são negociados com leves quedas, de 0,12%, a US$ 4,2875 por bushel.


A queda é provocada, segundo a consultoria, pelas condições climáticas favoráveis à semeadura na Argentina, além da força do dólar frente ao real que, se for mantida, poderia estimular um crescimento na intenção de semeadura para a safrinha.


Apesar disso, as tensões no Mar Negro, que afetam a Ucrânia, quarto maior fornecedor mundial de milho, limitam a queda.


Além disso, também contribui para uma tendência de alta a expectativa de um aumento na da demanda pela produção do Golfo.


A soja para janeiro é negociada em baixa de 0,52%, cotada a US$ 10,0450 por bushel na abertura da bolsa.


O ritmo acelerado do plantio no Brasil, favorecido pelas chuvas regulares no Centro e Norte do país, colabora para a queda. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou em seu relatório semanal que o plantio avançou para 73,8% da área estimada, superando os 65,4% do mesmo período no ano passado.


No entanto, começa a faltar umidade em algumas regiões do Sul do Brasil, o que limita a queda nos preços no mercado dos Estados Unidos, aponta a Granar.


Além disso, apesar da firmeza do dólar, os operadores aguardam um novo interesse da demanda internacional pela soja americana.


Fonte: Globo Rural


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