Os preços do trigo reverteram a forte baixa na sessão da véspera na bolsa de Chicago, com as cotações direcionadas por movimentos de fundos especulativos. Os contratos para março fecharam a terça-feira (9/1) em alta de 2,31%, a US$ 6,10 o bushel.
“Ainda há indefinição sobre as safras na América do Norte, rumores sobre deficiência de neve nas lavouras americanas e inundações em cultivos da França e Alemanha, os maiores produtores da Europa”, destaca Luiz Pacheco, analista da T&F Consultoria.
Apesar desses elementos, Pacheco diz que os futuros do trigo estão voláteis na bolsa e sem uma tendência definida. Ainda segundo ele, os momentos de alta se dão especialmente com a falta de notícias mais significativas em termos de oferta e demanda.
“Com a falta de dados no campo dos fundamentos, o rumo das cotações fica inteiramente na mão dos fundos de investimento, criando uma ótima oportunidade para o ganho de lucros. Isso deve prevalecer nas negociações, já que ainda há falta de notícias para movimentar o mercado no curto prazo”, ressalta o analista.
Para Brian Hoops, analista da Midwest Market Solutions, o retorno do Egito ao mercado internacional para a compra de lotes de trigo também está deixando o mercado do cereal mais aquecido. "O trigo parece estar negociando mais alto com a oferta egípcia de [compra de] trigo, embora os EUA não vão aproveitar nada do negócio", afirmou.
A autoridade estatal de compra de commodities do Egito abriu chamado para a compra de trigo para entrega entre o fim de fevereiro e o início de março e incluiu os EUA entre as possíveis origens. Nos últimos leilões, porém, o país tem acertado negócio com a Rússia.
Milho
Na esteira do trigo, os preços do milho também subiram na bolsa de Chicago após duas quedas consecutivas. Os contratos para março avançaram 0,93% nesta quarta, a US$ 4,5925 o bushel.
Fonte: Globo Rural