Os preços futuros do trigo finalizaram a sessão desta segunda-feira (2) com queda na Bolsa de Chicago, em que o vencimento para março registrou baixa de 2,05% e está cotado em US$ 5,9725 por bushel.
Segundo a Agrinvest, o mercado de trigo devolveu parte dos ganhos acumulados na semana anterior e registrou quedas expressivas em Chicago.
Os contratos futuros de grãos chegaram a operar em alta no mercado noturno, impulsionados pela escalada das tensões no Oriente Médio e pela disparada do petróleo.
No entanto, ao longo do dia, as cotações perderam força e passaram a recuar. Historicamente, movimentos expressivos no petróleo tendem a dar suporte às commodities agrícolas, mas o efeito desta vez foi limitado.
“O trigo é o grão que os investidores costumam comprar quando há problemas no Oriente Médio”, afirmou um analista da StoneX, destacando o perfil defensivo do cereal em momentos de crise geopolítica.
Na mesma linha, a Granar apontou que o cereal encerrou o dia em baixa nos Estados Unidos, pressionado pela atuação de grandes fundos de investimento, que optaram por realizar lucros após três semanas consecutivas de valorização.
Outro fator de pressão foi a forte alta do dólar frente ao euro, cerca de 1% no fechamento do mercado de grãos, movimento que aumentou a competitividade das exportações da União Europeia e reduziu o apelo do trigo norte-americano no mercado internacional.
A Autoridade Geral de Segurança Alimentar da Arábia Saudita comprou cerca de 794 mil toneladas de trigo em licitação realizada na última quinta-feira, volume superior às 655 mil toneladas inicialmente previstas.
Há expectativa de que boa parte do produto seja originária da região do Mar Negro, embora também tenham sido apresentadas ofertas da União Europeia, Américas e Austrália.
Segundo operadores ouvidos pela Reuters, o país poderia ter adquirido um volume ainda maior, o que sinaliza ausência de preocupação imediata com um eventual prolongamento da guerra.
Fonte: CNN