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Trigo dos EUA perde força no mercado e cotação recua em Chicago

O trigo fechou em forte queda na bolsa de Chicago, com o aumento da produção na Europa, e foi impactado ainda pelas condições favoráveis para a safra de inverno dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira (13/11), os lotes do cereal para dezembro recuaram 2,04%, para US$ 5,41 o bushel.


De acordo com Ale Delara, sócio da Pine Agronegócios, a Europa neste momento tem o trigo mais barato do mundo, e está colocando seu produto nas principais origens, tirando espaço do cereal americano.


“A Rússia, que antes tinha o cereal mais competitivo do mundo, agora segue regulamentação do governo, de não vender o produto abaixo de US$ 250 a tonelada, enquanto muitas ofertas estão a US$ 230 a tonelada”, afirma.


Os dados sobre a safra americana também pressionaram a queda do trigo na bolsa. O plantio da safra de inverno no país chegou a 91% da área, abaixo dos 92% do ano passado e menor também que os 93% da média.


No entanto, a condição das lavouras melhorou na última semana, e as plantas classificadas em boas e excelentes condições cresceram de 41% para 44%, disse o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).


Soja

A soja teve recuo em Chicago, pautada pelos mesmos fundamentos observados na véspera. Os lotes para janeiro fecharam em baixa de 0,27%, a US$ 10,0775 o bushel.


A retração no óleo de soja – que ontem caiu cerca de 4% – voltou a direcionar os preços no fechamento. O subproduto caiu 2,4% na sessão de hoje.


Soma-se a esse fator, a finalização da colheita nos Estados Unidos. Os produtores locais estão prestes a finalizar os trabalhos da safra 2024/25. Até o último domingo, a ceifa atingiu 96% da área, e está à frente dos 94% colhidos um ano antes, e também maior que o índice de 91% da média dos últimos cinco anos.


A soja também foi penalizada pelas boas condições de clima para a semeadura no Brasil e ainda pelo avanço do dólar no mercado externo.



Milho

Nos negócios do milho em Chicago, os contratos futuros para dezembro fecharam em queda de 0,47%, para US$ 4,2650 o bushel.


As cotações caíram após os dados de colheita nos Estados Unidos. A ceifa no país chegou a 95% da área, um avanço em relação aos 86% colhidos no ano passado e 84% de média plurianual, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA.


Fonte: Globo Rural


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