Notícias setorial/mercado

Trigo recua mais de 3% em Chicago com boas perspectivas para produção

A perspectiva com a oferta de trigo derrubou as cotações na bolsa de Chicago nesta segunda-feira (17/6). Os lotes com vencimento para julho fecharam em baixa de 3,47%, para US$ 5,9150 o bushel.


As estimativas de produção para importantes regiões produtoras de trigo direcionaram o fechamento hoje, de acordo com Luiz Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica.


“Na Argentina, a projeção de colheita cresceu, passando de uma estimativa inicial de 17 milhões de toneladas para 21 milhões. Na Ucrânia, a projeção aumentou 2 milhões de toneladas, para as mesmas 21 milhões de toneladas”.


Ele acrescenta que um reposicionamento dos fundos também pautou a desvalorização do trigo, que se aproveitaram das altas recentes para embolsar lucros. Também contribuiu para esse momento pontual de queda nos valores do cereal o andamento da colheita em regiões do Hemisfério Norte.


Em meio a quedas pontuais, o analista da T&F acredita que até agosto o trigo será negociado acima de US$ 8 o bushel em Chicago.


“A perspectiva de safra na Rússia teve um colapso muito grande. Eles deverão colher 15 milhões de toneladas a menos, e esse número pode aumentar dependendo do quadro de seca no país. A Rússia pode inclusive limitar suas exportações para garantir o abastecimento interno”, afirma Pacheco.


A Rússia é o maior exportador de trigo do mundo, e as projeções de safra para o país têm grande peso para as cotações no mercado externo.


Milho

O milho também foi negociado com preços mais baixos na bolsa americana. Os lotes para julho fecharam a sessão em baixa de 1,39%, negociados a US$ 4,4375 o bushel.


Além de acompanhar o forte recuo do trigo nesta segunda, o milho caiu pelas boas condições de clima nos EUA, onde o plantio da temporada 2024/25 está praticamente concluído. As chuvas em áreas produtoras no último fim de semana alimentam a expectativa com a produção, que poderá atingir 377,46 milhões de toneladas, segundo projeções do Departamento de Agricultura americano (USDA).


Fonte: Globo Rural


COMPARTILHE: