Dados da Consultoria Agro do Itaú BBA, disponibilizadas no relatório Agro Mensal, indicam que o Brasil importou 1,9 milhão de toneladas de trigo no primeiro trimestre de 2025, o maior volume registrado desde 2008.
A elevação das compras externas, principalmente da Argentina, foi impulsionada pela oferta restrita do cereal no país durante a entressafra, o que também sustentou os preços internos.
No Rio Grande do Sul, a saca de 60 quilos foi negociada a uma média de R$ 72,56 em março, alta de 6% em relação a fevereiro. No Paraná, onde a quebra de safra reduziu ainda mais a disponibilidade, os preços subiram 5,3% e fecharam a R$ 77,21, a saca.
“Com a oferta limitada, produtores com estoque aguardam novos movimentos de mercado, enquanto os moinhos seguem com postura cautelosa, comprando apenas o necessário. Os custos de frete, pressionados pela colheita da soja, também influenciam o ritmo das negociações”, diz Itaú BBA.
No mercado internacional, os preços oscilaram. O contrato para maio de 2025 do trigo soft em Chicago caiu 5,9% em março e 0,4% na parcial de abril (até o dia 15), fechando a 5,45 dólares por bushel.
De acordo com o Itaú BBA, a desvalorização reflete fatores como a guerra comercial desencadeada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a alta do dólar e as negociações sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia.
Fonte: Correio do Povo