O Valor Bruto da Produção (VBP) do trigo deve fechar 2025 em R$ 10,8 bilhões, registrando um leve crescimento em relação aos R$ 10,47 bilhões registrados em 2024. Os dados, atualizados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e divulgados em 21 de novembro, mostram estabilidade na renda gerada pela cultura, que mantém participação modesta no total do VBP nacional, apenas 0,77% do agro brasileiro.
Embora o aumento nominal seja moderado, o trigo preserva sua relevância estratégica, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste, onde a cultura é parte fundamental das rotações de inverno e da oferta interna. O Rio Grande do Sul permanece como o maior produtor em valor, com projeção de R$ 4,81 bilhões em 2025, praticamente estável frente aos R$ 4,95 bilhões do ano anterior. Em seguida aparece o Paraná, com R$ 3,95 bilhões, acima dos R$ 3,40 bilhões registrados em 2024, indicando recuperação após oscilações recentes ligadas ao clima.
Santa Catarina (R$ 477 milhões), São Paulo (R$ 488 milhões) e Minas Gerais (R$ 635 milhões) completam o grupo de estados com maior contribuição para o VBP da cultura. A distribuição regional reforça a característica do trigo como produto de forte concentração no Sul, responsável por mais de 75% do valor gerado no país.
O histórico revela que o VBP do trigo oscila bastante ao longo dos anos, influenciado diretamente por condições climáticas, custos de produção e variações de preços no mercado interno. Após ter alcançado picos importantes em 2021 e 2022, o setor estabiliza em 2024 e 2025, aproximando-se da casa dos R$ 11 bilhões.
Mesmo com crescimento discreto, o trigo segue essencial para o abastecimento do mercado doméstico, apoiando a indústria moageira e contribuindo para sistemas produtivos sustentáveis. A manutenção do VBP em patamar estável confirma que, apesar dos desafios climáticos e de mercado, a cadeia segue estruturada e com bom nível de competitividade.
O Anuário do Agronegócio figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo.
Fonte: O Presente Rural