O mercado de trigo no Sul do país segue com negociações pontuais, estoques elevados e diferenças entre os estados. Segundo a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul apresenta ritmo lento, baixa moagem e recuo no preço de balcão, enquanto Santa Catarina praticamente não dispõe mais de oferta local e o Paraná mantém valores elevados antes da colheita.
No mercado gaúcho, houve negócios para retirada em agosto e pagamento em setembro, com média de R$ 1.300 por tonelada no interior e trigo melhorador a R$ 1.350. As referências da semana ficaram em até R$ 1.460 CIF para trigo bom e perto de R$ 1.380 CIF para produto normal. O trigo argentino nacionalizado avançou para US$ 292 em agosto, em Canoas, alta de 6,2%. Moinhos também relatam problemas de qualidade no fim dos estoques locais, com níveis elevados de DON. Em Panambi, o preço ao produtor caiu para R$ 69 por saca.
A semeadura gaúcha alcançou 97% dos 814.220 hectares projetados, área 33,40% menor. O clima favoreceu o plantio e os tratos culturais, embora chuvas e ventos tenham aumentado a preocupação com possíveis danos.
Em Santa Catarina, as ofertas locais praticamente se encerraram. O último negócio foi registrado a R$ 1.350 FOB, mais frete, enquanto o trigo gaúcho aparece entre R$ 1.340 e R$ 1.400, também acrescido de frete e ICMS. A moagem tende a ser reduzida diante dos estoques e da dificuldade de venda de farinha. No balcão, os preços oscilaram entre estabilidade, queda e alta nas praças acompanhadas.
No Paraná, negócios ocorreram a R$ 1.450 CIF na região de Curitiba. Para a safra nova, as indicações ficaram entre R$ 1.400 e R$ 1.420, sem negócios reportados e com vendedores retraídos. As lavouras seguem, em geral, em boas condições, embora algumas áreas apresentem sinais de estresse hídrico.
Fonte: Agrolink