Enquanto, nos últimos dias, os olhos dos analistas de todo o mundo se voltaram para o Brasil, diante da surpresa provocada pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições gerais para conquistar um quarto mandato, os produtores e exportadores de trigo da Argentina já acompanhavam atentamente o que acontecia no gigante sul-americano havia várias semanas.
Às vésperas do início da colheita de trigo da safra 2026/27 nas lavouras do norte da região agrícola, que abrange o noroeste do país (Santiago del Estero, Tucumán e Salta) e o nordeste (norte de Santa Fe, Chaco e Corrientes), o comportamento da demanda brasileira, tradicional importadora de trigo argentino, é um dos principais fatores que movimentam o mercado.
Neste ano, além disso, com a confirmação da chegada de um fenômeno El Niño especialmente intenso à América do Sul, o monitoramento dos níveis de umidadade dos solos é determinante para a condução da safra de trigo, cuja colheita já está começando.
Fonte: Forbes