O avanço da colheita de trigo no Brasil contribuiu para a redução das importações em agosto. Apesar da maior movimentação no campo e da diminuição das compras externas, a disponibilidade de trigo de melhor qualidade permanece limitada no mercado doméstico.
De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o cenário de oferta continua sendo um dos principais fatores de sustentação das cotações. As expectativas de uma produção menor, tanto no Brasil quanto no mercado internacional, somadas à valorização dos preços externos, mantêm os valores firmes no mercado interno.
No Paraná, um dos principais estados produtores, o preço médio do trigo Cepea/Esalq alcançou R$ 1.461,42 por tonelada em 8 de setembro. O valor representa alta de 0,27% no dia e de 0,34% no mês. Na comparação com o início de setembro, quando a tonelada estava cotada a R$ 1.457,92, o preço acumulou leve valorização.
As cotações apresentaram oscilações ao longo dos primeiros dias do mês. Em 2 de setembro, o preço médio chegou a R$ 1.453,63 por tonelada, menor valor entre os registros apresentados. Desde então, o indicador voltou a subir e atingiu o patamar de R$ 1.461,42 em 8 de setembro.
A restrição também é observada no mercado spot, o que influencia tanto os preços do trigo em grão quanto os dos produtos derivados. Segundo o Cepea, além das condições internas de oferta, o comportamento das cotações internacionais contribui para manter os preços domésticos sustentados.
No campo, a colheita segue em diferentes regiões produtoras do País. O avanço das atividades amplia gradualmente a disponibilidade interna, mas ainda não foi suficiente para aliviar as limitações relacionadas à oferta de trigo de maior qualidade.
Fonte: O Presente Rural