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USDA eleva projeção de oferta global de trigo para safra 2026/27

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) elevou as projeções globais para todas as categorias do balanço de trigo na safra 2026/27. A oferta mundial foi estimada em 1,1 bilhão de toneladas, um aumento de 1,7 milhão de toneladas em relação à projeção anterior, refletindo principalmente revisões para cima na Rússia, Turquia e Ucrânia, parcialmente compensadas por reduções na Austrália e no Paquistão.


Na Rússia, a produção de trigo foi elevada em 2 milhões de toneladas, para 88 milhões. O USDA atribui o ajuste a condições climáticas favoráveis e chuvas acima da média, que sustentaram a produtividade do trigo de inverno, apesar da redução da área destinada ao trigo de primavera.


Na Turquia, a produção foi estimada em 22,5 milhões de toneladas, alta de 1,5 milhão de toneladas e recorde histórico. Na Ucrânia, a projeção passou para 23,5 milhões de toneladas, aumento de 0,5 milhão, também associado a condições climáticas favoráveis durante a primavera.

Já na Austrália, a produção foi reduzida em 2 milhões de toneladas, para 28 milhões, em função da menor área colhida, segundo dados do relatório trimestral da Abares (Escritório Australiano de Economia Agrícola e Ciências dos Recursos).


O consumo global de trigo foi projetado em 824,6 milhões de toneladas, aumento de 1,4 milhão de toneladas, impulsionado principalmente pelo maior uso para ração animal e pelo consumo residual na Rússia.


O comércio mundial de trigo foi estimado em 212 milhões de toneladas, alta de 0,3 milhão, com crescimento das exportações da Ucrânia e de outros países, parcialmente compensado pela redução nas exportações australianas.


Os estoques finais globais para 2026/27 foram projetados em 275,4 milhões de toneladas, aumento de 0,4 milhão em relação à estimativa anterior. O ajuste reflete principalmente elevações nos estoques de Egito e Turquia, parcialmente compensadas por reduções na Ucrânia, Austrália, Rússia e Estados Unidos.


Nos Estados Unidos, a projeção de oferta foi reduzida, com impacto nos estoques finais. A produção foi ajustada principalmente pela menor produção de trigo vermelho duro de inverno. As exportações foram mantidas em 21,09 milhões de toneladas, queda de 15% em relação ao ano anterior. Os estoques finais foram estimados em 20,25 milhões de toneladas, redução frente aos 20,74 milhões projetados anteriormente.


No Brasil, a estimativa de produção foi mantida em 6,7 milhões de toneladas, com exportações previstas em 7,2 milhões de toneladas.


Na Argentina, a produção foi mantida em 21 milhões de toneladas, com exportações projetadas em 14,5 milhões de toneladas.


Fonte: CNN


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