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Sindustrigo e PwC Brasil realizam webinar para debater os impactos da IA e da computação quântica na cibersegurança

Para atualizar os profissionais do setor e alertar as organizações sobre a velocidade das novas ameaças digitais, o Sindustrigo, em parceria com a PwC Brasil, com o apoio do Sinditrigo/PR e da Abitrigo, realizou na manhã de 14 de maio, o webinar “Cibersegurança: sua empresa está preparada?".  O evento teve como base os dados da pesquisa Global Digital Trust Insights 2026, que analisa as tendências de proteção de dados e riscos cibernéticos no Brasil e no mundo.

A apresentação foi conduzida pelo sócio de Cibersegurança da PwC Brasil e especialista no setor, Eduardo Batista, que tratou da forma como a geopolítica e as tecnologias de automação impactam as estratégias de defesa das empresas brasileiras.

No início, Batista informou que 66% das empresas brasileiras elevaram investimentos em segurança em resposta à volatilidade geopolítica. Ele pontuou que a transformação digital expõe as organizações a vulnerabilidades que demandam tratamento na agenda da administração.

O conteúdo foi dividido em três frentes principais: o efeito da Inteligência Artificial (IA) no crime cibernético, a proteção em sistemas de Tecnologia Operacional (OT) e o planejamento para a computação quântica.

Sobre a IA, o especialista explicou que a tecnologia permite o encadeamento autônomo de ataques e a exploração de falhas sistêmicas. Segundo Batista, ocorre uma “assimetria” em que adversários operam em velocidade de máquina enquanto as defesas tradicionais mantêm a velocidade humana.

Quanto aos ambientes de automação (OT), o palestrante indicou que a conectividade dessas redes com a internet expandiu os vetores de ataque, como o sequestro de dados (ransomware) e configurações de software deficientes. A orientação técnica para o setor foca na segmentação de redes e proteção da cadeia de suprimentos.

Em relação à computação quântica, os dados mostram que 38% das empresas nacionais não avaliaram medidas para resistir a ataques quânticos. Entre os obstáculos para a migração criptográfica, 41% das lideranças apontam a falta de expertise técnica e 35% citam a ausência de recursos dedicados.

Como medidas de prevenção, os dados da pesquisa indicam a necessidade das empresas priorizarem investimentos em IA para defesa, como o threat hunting (caça a ameaças) e detecção de eventos. O relatório sugere a utilização de serviços gerenciados para reduzir o déficit de talentos em cibersegurança e o estabelecimento de comitês para a validação da eficiência das defesas.

O webinar completo pode ser assistido pelo YouTube do Sindustrigo.


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