O negócio de sementes e biotecnologia responde por mais de 20% do faturamento global da Bayer, graças a tecnologias dominantes em grandes mercados como os de soja e milho. Em pouco mais de uma década, a companhia alemã espera ter o mesmo protagonismo nos campos de trigo, com o lançamento de uma nova linha de sementes híbridas, mais apropriadas a climas cada vez mais quentes e secos. “Estamos mirando receitas anuais de até 1 bilhão de euros pouco mais de uma década após o lançamento, criando uma nova franquia de grande sucesso”, escreveu o CEO do grupo, Bill Anderson, em seu perfil no LinkedIn na tarde desta quarta-feira, 15 de julho. A postagem foi feita minutos depois de a empresa anunciar um acordo de licenciamento com o grupo francês RAGT, um dos maiores da Europa nesse segmento. Pela parceria, as duas companhias passarão a vender simultaneamente sementes híbridas de trigo mais resistentes, desenvolvidas a partir de uma combinação de germoplasmas da RAGT e da capacidade de melhoramento genético da Bayer. Segundo comunicado feito pelo grupo alemão, as novas variedades híbridas seriam capazes de ampliar em 10% a produtividade das lavouras de trigo, que hoje ocupa mais de 220 milhões de hectares em todo o mundo e é a base alimentar para mais de 30% da população global. “O trigo é uma das culturas alimentares básicas mais importantes do mundo. Mas a produção de trigo estagnou e está sob pressão devido à seca prolongada e às ondas de calor, como a que acabamos de vivenciar na Europa”, disse Peter Mueller, Líder de Cereais, Algodão, Canola/Colza e Biocombustíveis da divisão de Ciências Agrícolas da Bayer. A comercialização de sementes híbridas mais resistentes a essas condições climáticas abriria, segundo a Bayer, uma grande oportunidade ainda inexplorada.
Fonte: AgFeed