O monitoramento semanal das lavouras divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que a semeadura do trigo alcançou 90,4% da área prevista no Brasil até 6 de julho. Embora o plantio avance na maior parte das regiões produtoras, as chuvas reduziram o ritmo dos trabalhos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
No Paraná, principal produtor nacional do cereal, predominam lavouras em desenvolvimento vegetativo, com áreas em emergência e floração. Segundo a Conab, as temperaturas mais baixas e a adequada umidade do solo têm favorecido o perfilhamento e contribuído para a boa qualidade das lavouras. No Rio Grande do Sul, apesar do bom desenvolvimento vegetativo, o excesso de umidade dificulta operações de manejo e a adubação de cobertura.
A colheita do milho primeira safra já atinge 96,3% da área cultivada no país e foi concluída em estados como Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais e Pará. No Piauí e no Maranhão, os trabalhos seguem em fase final, com produtividades consideradas superiores às estimadas inicialmente.
Para o milho segunda safra, a colheita alcançou 28,5% da área nacional. Em Mato Grosso, os trabalhos já ultrapassaram metade da área cultivada, com produtividades acima das expectativas. No Paraná, no entanto, o avanço permanece lento devido às chuvas frequentes e à elevada umidade dos grãos. Em Mato Grosso do Sul, a redução das precipitações favoreceu a secagem natural e acelerou a colheita, enquanto em Goiás os rendimentos confirmam as estimativas de quebra de safra.
A Conab também informa que a colheita do algodão atingiu 5,1% da área cultivada. Em Mato Grosso, os primeiros resultados estão dentro do esperado, enquanto na Bahia o prolongamento do ciclo deve favorecer a qualidade da fibra e a produtividade. Em Goiás, as lavouras apresentam boas condições fitossanitárias e fibra de boa qualidade.
Na segunda safra de feijão, o cenário varia entre os estados. Na Bahia, a colheita do feijão-caupi avança rapidamente, beneficiada pelo tempo estável e pela boa qualidade dos grãos. No Paraná, as chuvas, o frio e as geadas reduziram o ritmo da colheita e provocaram perdas nas lavouras mais tardias. Já em Minas Gerais, o tempo seco permitiu avanço significativo dos trabalhos, com cerca de 90% da área já colhida.
Fonte: Revista Cultivar